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O pior imitador de Sílvio Santos

  • Foto do escritor: Pedim Guimarães
    Pedim Guimarães
  • 7 de mai.
  • 2 min de leitura

Aviso que talvez seja um texto chato, testei contar ao vivo, não gerou o efeito objetivado, então vamos às hipóteses:

1. O fato é chato

2. O transmissor da mensagem, no caso eu, não soube cativar o público

3. Plateia sem saco.

Vai por sua conta e risco, valeu


Há uns dias fomos convidados a uma festa familiar. Guardei na mente as informações sobre o evento, um erro fatal, pois numa era cada vez mais digital como a nossa, com vários recursos de auxílio disponíveis, por que não usar para facilitar nossas vidas? Só tirar uns minutos para usar algum aplicativo de agenda, no dia o usuário receberá uma notificação sobre data e local, quanto a este, você pode inserir a localização pra quando for a hora de sair de casa só clicar e partir. Bom, nessa história de "já já eu faço" , o já já é já era, destarte, cometi um vacilo cósmico.


Bom, eis que o dia chega, contei duas horas a mais, resultou que chegamos ao final da festa. Bom que acho que alguns aparentavam se encontrar em um estado de torpor etílico em que algumas noções de tempo e espaço são desconsideradas. Além do constrangimento interno, quiçá externo, do atraso injustificável, este humilde signatário cometeu um vacilo cósmico - um a mais, um a menos, vida que segue, não é, minhas jóias? - de se comparar com outros participantes da celebração, sem entrar algum quesito, deixarei para imaginação de quem lê esse texto.


Vagueando pelo local pomposo, furtivamente um conhecido de muito tempo se aproxima para me cumprimentar - quanto a esse assunto, em algumas situações eu me escondo, podem me julgar e me condenar, possuo histórias dignas de um espião. Não queria conversar com esse cara, eu tinha um asco dele, irei poupar os comentários sobre ele, apenas direi que a imitação de Silvio Santos dele é horrível. Passadas as breves cordialidades, o que inclui perguntar informações sobre a vida material, não esticamos muito, eu não estava muito afim de perguntar, nem ele, porém quando senti que o fim do diálogo estava próximo, ele me relata que tinha lembrado de mim, estranhei, pois não cogito ser assunto mental das mentes alheias, só das mais próximas. Questionei, não sabia o que viria, até especulei que poderia vir uma cantada, não que eu me ache bonito, se forma alguma, porém tem gosto pra tudo, tudo mesmo. Fiquei surpreso com a resposta, ele declarou que vez por outra ouvia umas músicas que eu havia recomendado a ele, que as músicas o transportavam para aquela época em que eu havia comentado com ele. Pra você pode parecer besteira, eu me senti lisonjeado, muito bem. Seguimos a conversa um pouco mais, perdi toda a ojeriza que eu nutria por ele.


Há um adágio filosófico que diz que "o acaso não existe", talvez tudo tenha ocorrido para desencadear dessa forma. Vale ressaltar, contudo, que a imitação dele continua tosca, a ponto da minha ser melhor.

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