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Crer ou não crer, eis a questão

  • Foto do escritor: Pedim Guimarães
    Pedim Guimarães
  • 6 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Vez por outra me pego a pensar no que escrever, meditei, refleti, não cheguei à conclusão efetiva do que realizar, ah, que se dane, irei escrever sobre o que der na minha mente inquieta e perturbada.


Assim, destarte, vocês, poucos leitores, podem conhecer mais de mim, ou não.


Tento manter uma mente flexível, admitir que minhas convicções podem mudar – e como ao longo dos anos! Isso vai de muitos pontos, em especial sobre acreditar ou não em algo, não necessariamente em uma divindade, mais para crer na bondade, na virtude humana, se somos seres espirituais, ou na verdade apenas somos uma mazela que destruirá a natureza, se somos seres sociais ou modernidade tem amortizado nossa empatia.


A contar do momento em que escrevo esse ensaio, estou descrente, até com questionamentos de cunho niilista, “e se, na verdade, nossa existência acabar aqui? Com nossa morte, nossas consciências migram a um nada e se perdem como se nunca tivesse existido?”


E quanto mais me aprofundo nessas questões metafisicas, mais percebo quão vãs são nossas preocupações, além disso, o quanto analisamos as pessoas com base em funções e salários, não em caráter; e como nos limitamos a pensar que a prosperidade equivale a ter grana, seria o dinheiro o único deus a reger a sociedade?


Como somos tolos em nos dividir, perpetuando o velho maniqueísmo, o eterno FLA x FLU. Deixamos até boas amizades de lado, há quem cortou laços familiares por discussão eleitoral (necessário em alguns casos, diga-se, porém esse tipo de conflito deve ser evitado!). os usuários das redes sociais se tornam soldados desse xadrez político, brigam por detentores de mandato, que devem ser cobrados, não idolatrados.


Houve uma maldita pandemia em que se falou muito em caridade, esperança, mudança de tempos, nada disso. Estivemos em tempos horríveis, além das tragédias de falecimento, muitos passaram por dificuldade financeira, destaque para os que ainda não conseguiram se reerguer. E um punhado de gente conseguiu lucrar nesse período avassalador.


E o que falar das guerras? Pessoas morrendo, tornando-se apenas estatística do conflito. Há os exploradores dessa situação, aproveitam para polemizar, lançar comentários abjetos em busca de ter um vídeo de grande circulação nas redes sociais, afinal, para eles, mais vale o engajamento virtual do que amenizar a dor do outro.


A gente vê bons exemplos que oxigenam nossa esperança, contudo não possuem o destaque merecido, não falo de mídia, imprensa, mas de nós mesmos, a tendemos a focar a atenção mais na negatividade, nas más notícias. Então me chega a reflexão: será que os ensinamentos de Jesus Cristo apenas ganharam fama por ele ter sido crucificado? Se ele tivesse vivido mais, suas palavras ainda ecoariam pelo mundo ou teriam se perdido feito poeira ao vento?


Valeu, até a próxima, paz

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